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Sabesp promove desmatamento no Embu, Cotia e Carapicuíba

Obras de saneamento dividem opiniões entre os moradores

Derrubada de uma floresta em dois dias

Segundo depoimento trazido por moradora a Sabesp, por meio de empresa contratada, derrubou em apenas dois dias uma floresta inteira atrás das casas. A pessoa afirma que, embora a obra estivesse em preparação há meses, “a gente não foi informado de nada disso”.

Ela questiona a falta de transparência, o cancelamento de uma reunião marcada entre moradores e representantes da obra e o impacto ambiental: “Pessoal, essa destruição, imaginem, isso tudo aqui é floresta, tudo árvore. Foi feito em dois dias, dois dias. Não deu tempo nem de piscar os olhos.”

Sem replante?

A crítica central é que o projeto teria sido apresentado como sendo um desmatamento de uma faixa contínua com 4 metros de largura, mas na prática a área chega a 12 ou 14 metros. Além disso, não está previsto replantio no local — apenas em outro estado.

O depoimento encerra com um apelo: “será que não havia formas menos impactantes, mais democráticas ou pelo menos transparentes” de executar a obra?

Que obra é essa?

Segundo a Sabesp, a obra em questão tem como objetivo  a ampliação do sistema de coleta e tratamento de esgoto na chamada Bacia TO-13, que atende os municípios de Cotia, Carapicuíba, Embu das Artes, Jandira e Barueri.

O que é a Bacia TO-13?

Na prática, trata-se de um coletor tronco — uma daquelas grandes tubulações que recebem o esgoto das redes menores e levam tudo até a Estação de Tratamento de Esgoto de Barueri (ETE-Barueri). Esse sistema impede que o esgoto vá parar direto no rio Cotia, ajudando a reduzir a poluição e a melhorar a qualidade da água. Consequentemente, o Rio Tietê também é beneficiado, pois recebe menos poluição. 

Segundo a Sabesp, a iniciativa faz parte do compromisso de despoluir o rio Tietê e seus afluentes, dentro do programa de recuperação ambiental da Região Metropolitana de Sâo Paulo – RMSP. Isso significa que, ao diminuir o despejo no rio Cotia, o reflexo positivo também chega ao Tietê.

Além dos coletores tronco, o projeto também investe nas interligações – que nada mais são do que as conexões entre os imóveis e a rede coletora pública de esgoto. É simples, mas essencial: de nada adianta a rede estar na rua se as casas e prédios não estiverem ligadas a ela.

A Sabesp dividiu em 20 etapas as obras em 11 regiões que, do Oeste para o leste (o sentido do Rio Cotia), englobam o Jardim Isis, próximo ao Thermas da Mata, Jardim Leonor, Parque Rizzo, o Centro, incluindo o Parque Dom Henrique, proximidades do Templo Zu Lai, região do São Fernando Club (de onde o Site da Granja recebeu as manifestações) Jardim Colibri, até as proximidades do Jardim Pasárgada 01, próximo ao Sesi.

Poluição do Tietê cresce 

O Rio Cotia deságua no Rio Tietê, que tem, às vésperas do seu dia (o Dia do Rio Tietê é celebrado na próxima segunda, 22), um levantamento da Fundação SOS Mata Atlântica preocupante.

A data de celebração ao rio surgiu em 1992, durante a ECO-92, no Rio de Janeiro. Na ocasião, um abaixo-assinado com mais de 1,2 milhão de assinaturas foi entregue ao então governador Luiz Antônio Fleury Filho, pedindo a despoluição do Tietê. Foi daí que nasceram o Projeto Tietê, da Sabesp, e o programa de monitoramento “Observando os Rios”, criado pela SOS Mata Atlântica.

Com 1.136 km de extensão, o Tietê é o maior rio de São Paulo e atravessa o estado de leste a oeste, passando por 62 municípios – incluindo a capital.

É sabido que toda intervenção tem um custo. Neste caso, você acha que o preço que estão cobrando da natureza é alto demais?

Fonte: granjaviana.com.br

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