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Raquel Parrilla: CHECKLIST

Se eu pudesse te dar conselhos, diria pra beber mais água, com menos calmantes.

Que no frio, você use meias felpudas e coloridas ou listradas de dedinhos.

Que não há rostinho bonito que sustente uma máscara mal ajambrada por muito tempo.

Que tudo na vida é temporário. Siga o fluxo.

Que se a sua felicidade é pautada na infelicidade de outra pessoa, existe uma grande chance de isso dar errado.

Que é preciso entender que todo diferente é também igual de alguma forma, e se colocar no lugar do outro custa nada além do teu tempo.

Que pode doer, ou não. Tudo vai depender do ângulo que você decidir enxergar.

Que roupas de cama limpas, fazem um milagre pra qualidade do sono.

Que você nunca perde nada. Ou você ganha, ou aprende.

Que qualquer coisa que custe a sua paz, é muito cara.

Que existe uma linha, não tão tênue, entre imaturidade e mau caratismo; e é importante saber diferenciar qual deles o tempo resolve, e qual ele reforça.

Que o Peter Pan tinha lá suas razões pra não querer crescer.

Que você conhecer muito bem alguém, não te garante conhecer muito bem ninguém.

Que na vida de alguém, ou você entra ou sai de vez. O que não vale é ficar no corredor atrapalhando a passagem.

Que você reclame menos, porque a palavra tem força e habilidade de bumerangue.

Que tomar algumas rasteiras, dessas que pegam a gente desprevenido e de quem menos se espera, faz parte do jogo. É preciso levantar e aprender que a pele de cordeiro, se prestar bem atenção, não cobre o focinho do lobo.

Que é importante identificar a diferença entre perda e livramento.

Que se deve prestar atenção nos sinais. Eles piscam em neon, mas preferimos enxergar apenas um letreiro bonito.

Que você pode até cair, mas o importante é que caia atirando.

Que a sua beleza sempre vai depender da iluminação. A que vem de dentro devocê.

Que viajar é um Rivotril que não precisa de receita.

Que se afastar de quem te faz mal, faz com que você se aproxime de si mesmo.

Que é possível ser feliz sozinho, desde que você não confunda solitude com solidão.

Que gostoso mesmo é quem faz Primavera na tempestade da gente. Ao som de JackJohnson.

Vem! A vida é mais bonita vista daqui de cima!

Raquel Parilla
Ela tem urgências, espaços e reticências, mas nunca ponto final. Sofre de sincericídio agudo e paixonite crônica. Não gosta de meios termos, meias palavras, nem meios amores... mas admira as entrelinhas. Tem humor ácido, gosta de filmes antigos e de contar histórias cheias de detalhes. É uma procrastinadora de dores. Tem tempestades silenciosas e Alzheimer selecionado. Só fica se for por vontade. Se perde com pontos cardeais. É camaleoa de pompa. Hoje é cintilante, amanhã não se sabe mais.

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